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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Ficar com os avós pode ser pior para os bebês, diz estudo

Muitos dos bebês que ficam aos cuidados dos avós enquanto os pais trabalham talvez se saíssem melhor em creches e na escola maternal, afirma um estudo britânico.Os avós com frequência podem ajudar a desenvolver o vocabulário de um bebê, mas talvez não possam oferecer outras experiências educacionais e sociais que uma criança necessita, dizem pesquisadores do Institute of Education, em Londres.Eles verificaram que crianças que foram cuidadas pelos avós aos nove meses de idade foram consideradas como tendo mais problemas de comportamento aos três anos do que as que ficaram aos cuidados de uma creche, escolinha, babá ou outro membro da família. Um artigo sobre o trabalho será publicado na próxima edição da revista científica Journal of Social Policy , da editora Cambridge University Press. A pesquisa envolveu 4.800 crianças britânicas nascidas em 2000 e 2001 que estão sendo monitoradas por um estudo de longo prazo, o Millennium Cohort Study.Os problemas de comportamento relatados pareceram afetar crianças de todos os níveis sociais.As pesquisadoras Kirstine Hansen e Denise Hawkes também constataram que crianças de três anos que, aos nove meses de idade, ficaram na escola maternal e em creches, com frequência estavam mais preparadas para a vida escolar do que as que tinham sido cuidadas pelos avós, babás, pessoas da família ou amigos.Em média, elas conseguiram mais pontos em uma avaliação que mediu sua compreensão de cores, letras, números, tamanhos, comparações e formas.Entretanto, crianças cujas mães tinham alto nível educacional apresentaram vocabulários maiores se criadas por um dos avós - na maioria dos casos, a avó materna.O estudo não investigou os motivos pelos quais as crianças deixadas aos cuidados dos avós parecem apresentar mais problemas de comportamento.Os pesquisadores mencionaram, no entanto, estudos anteriores que concluíram que ambientes pré-escolares como a escola maternal podem ajudar as crianças a desenvolver o traquejo social de que necessitam para se relacionar com os colegas."Crianças que são cuidadas pelos avós, por outro lado, passam mais tempo com adultos", disseram.Ao concluir o estudo, os pesquisadores argumentaram que avós que cuidam dos netos merecem apoio ao invés de críticas.

Tosse, espirro, nariz escorrendo: quando a criança deve faltar à aula?

O micro-organismo pode causar infecções sérias em crianças pequenas. Porém, em crianças de idade escolar e adultos, ele geralmente causa uma gripe ou resfriado comum. O estudo de Hall observou como bebês hospitalizados transmitiam ou não o vírus "para 'babás', os 'tocadores' e as pessoas que faziam carinho no bebê". As 'babás' eram adultos presentes no ambiente, a mais de um metro de distância do bebê infectado. Os que tocavam eram pessoas que entravam no ambiente onde o bebê não estava e tateavam a área ao redor do berço. E você pode imaginar o que faziam as pessoas que acariciavam o bebê.As 'babás' não pegaram nenhum vírus. Os que fizeram carinho no bebê foram contaminados, assim como os 'tocadores', indicando a importância do contato direto com secreção, mas especialmente com objetos e superfícies contaminadas com partículas virais. Era mais perigoso tocar o berço vazio do que permanecer no mesmo ambiente do bebê doente.Crianças com infecções virais podem contagiar outras antes do aparecimento de sintomas, assim como depois do desaparecimento deles. Por outro lado, algumas crianças com VSR podem tossir por semanas, não porque ainda existem partículas virais, mas porque o vírus afetou a mucosa dos pulmões.Assim, você pode ter um filho assintomático espalhando vírus, um filho que ainda tosse e já não espalha mais vírus, e uma infecção por partículas virais escondidas em superfícies e objetos. "Não é viável manter todo mundo afastado de quem está espalhando o vírus - isso pode significar todo mundo, durante todo o inverno", disse Dr. Robert Tolan, responsável pela divisão de alergia, imunologia e doenças infecciosas do Hospital Infantil da Universidade de St. Peter, em New Brunswick, Nova Jersey.Então, como reduzir as infecções?"A única coisa que pode realmente fazer bonito no controle da infecção é lavar as mãos", disse Hall. "Mesmo para aqueles vírus espalhados por aerosol" - através do ar.A conclusão, então, é: mantenha seu filho em casa se ele estiver com febre, ou se a criança se sentir fraca demais para ir à escola - mas não se preocupe muito com o garoto do nariz escorrendo na cadeira atrás do seu filho.Você certamente pode tomar precauções para garantir que um nariz escorrendo não seja o prenúncio de uma doença mais grave. As crianças deveriam estar completamente imunizadas contra coqueluche e sarampo, por exemplo, e a Academia Americana de Pediatria recomenda uma vacina anual contra gripe para todas as crianças entre seis meses e 18 anos de idade.Provavelmente, dar extratos medicinais à criança na tentativa de aliviar os sintomas de gripes e resfriados não é tão útil. Dr. Michael Shannon, pediatra e toxicologista do Hospital Infantil de Boston e da Faculdade de Medicina de Harvard, foi um dos especialistas em saúde pública que solicitou, com sucesso, à FDA o fim da comercialização de remédios contra resfriados direcionados a pais de crianças pequenas.Em 2008, a FDA informou que esse tipo de medicamento não deve ser usado em crianças com menos de dois anos de idade, pois pode ser perigoso. "Na melhor das chances, esses remédios têm 6% de eficácia em relação ao alívio dos sintomas, no caso de adultos ou crianças em idade escolar", contou Shannon.O que realmente empolga os especialistas é a possibilidade de instituir medidas de controle da infecção nas escolas: lavar as mãos, lavar as mãos, lavar as mãos, mas também dispenser de higienizador de mãos, torneiras que abrem automaticamente, banheiros com portas que se abrem quando nos aproximamos - todas as estratégias para reduzir a probabilidade de partículas virais chegarem às mãos de uma criança, e dali para o epitélio receptivo do nariz e dos olhos.