domingo, 9 de agosto de 2009
Proteína cerebral trava Alzheimer
09 Fevereiro 2009
Investigação. Neurologistas da Universidade da Califórnia utilizaram uma proteína produzida de forma natural pelo cérebro para tratar animais com Alzheimer. Resultados são positivos
Estudo foi publicado na 'Nature Medicine'
Uma proteína chamada BDNF e produzida naturalmente pelo cérebro, numa zona do córtex cerebral essencial para a memória, demonstrou ter um efeito benéfico em modelos animais para travar a progressão da doença de Alzheimer. Estes resultados abrem caminho a uma nova via de investigação clínica, de acordo com a equipa que ontem publicou o trabalho na Nature Medicine.
O trabalho foi realizado com ratos e macacos que tinham a doença de Alzheimer, e, segundo o coordenador da equipa que fez o estudo, Mark Tuszynski, neurologista da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, "os efeitos da BDNF foram muitos fortes".
Quando os investigadores administraram aquela proteína nos circuitos cerebrais da memória dos ratos e dos macacos doentes, conseguiram estimular directamente a sua actividade e evitar a morte cerebral causada pela doença.
Os cientistas administraram a proteína cerebral em animais doentes, mas grupos de controlo das duas espécies de animais com a doença não receberam a proteína. O que a equipa verificou foi que os animais que receberam aquele tratamento demonstraram um desempenho muito superior aos outros em testes de aprendizagem e de memória.
Quando analisaram posteriormente os cérebros destes animais tratados com a BDNF, os investigadores verificaram que o gene responsável pela expressão (ou produção) da proteína tinha readquirido essa função, as células cerebrais estavam mais robustas e a sua actividade reparada. Também o hipocampo - a zona cerebral onde a memória de curto prazo é processada - tinha ganho algo com o banho de BDNF: não se tinha degradado, como seria de esperar devido à doença. Ao contrário, os animais do grupo de controlo não apresentavam nenhuma destas melhorias.
O outro dado positivo deste estudo é que a administração daquela proteína não causou qualquer efeito secundário nos animais. Por isso, a equipa afirma que esta abordagem "é uma via a explorar na investigação clínica".
A BDNF é uma proteína que o cérebro produz ao longo da vida numa zona chamada córtex entorrinal (situada junto do hipocampo), que está ligada às memórias de curto prazo. A sua produção diminui na doença de Alzheimer.
Este trabalho de Mark Tuszynski surgiu na sequência de uma outra investigação da mesma equipa, que já conduziu a um tratamento experimental em doentes com Alzheimer, mas utilizando uma outra proteína, o chamado factor de crescimento nervoso - ou NGF, na sigla inglesa.
Tuszynski iniciou os tratamentos experimentais com NGF em 2001, em doentes com Alzheimer. Utilizou a técnica cirúrgica para introduzir numa determinada zona dos tecidos cerebrais genes que expressam a proteína NGF.
Nos doentes intervencionados, houve um aparente retardamento do declínio cognitivo, mas Mark Tuszynski explica que essa abordagem não tem um efeito curativo nesta doença. Já em relação à proteína BDNF, o neurologista tem uma expectativa mais positiva, uma vez que ela actua directamente nas células ligadas à memória e que estão afectadas pela progressão da doença, evitando a sua morte.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Menina vê pela 1ª vez após tratamento com células-tronco
05/03/2009 - 16h16
Menina vê pela 1ª vez após tratamento com células-tronco
da BBC Brasil
Uma menina britânica de dois anos de idade que nasceu cega teve sua visão reparada graças a um tratamento com células-tronco.
A britânica Dakota Clarke, da cidade de Newtownabbey, na Irlanda do Norte, nasceu com displasia septo óptica, uma deficiência rara no nervo ótico que provoca cegueira.
Ela foi submetida a um tratamento no hospital de Qingdao, na China. Segundo a família, que arrecadou dinheiro por meio de doações para a operação na China, o tratamento e a cirurgia não são realizados na Grã-Bretanha.
O tratamento, que custa mais de US$ 40 mil, utiliza células-tronco retiradas do cordão umbilical da criança e injetadas na corrente sanguínea e corrigem as células danificadas.
Após o tratamento, Dakota Clarke conseguiu ver contornos e cores dos objetos e distinguir luzes à sua volta.
O método, conhecido como IV, foi desenvolvido pela empresa americana de biotecnologia Beike Biotech, que realiza tratamentos em 24 hospitais na China.
"Nós não achávamos que o método IV sozinho seria capaz de realizar tantos benefícios. Mas a experiência no caso de Dakota está nos fazendo repensar completamente o uso do IV", disse o diretor de comunicação da Beike Biotech, Jon Hakim, ao jornal britânico Daily Telegraph.
Os pais de Dakota, Darren e Wilma, disseram no blog que mantêm sobre a filha, que o tratamento tem funcionado como um 'milagre'.
Segundo o jornal "Daily Telegraph", apenas cerca de 15 pessoas passaram por este tipo de tratamento, que ainda é considerado experimental.
O jornal afirma que na Grã-Bretanha muitos médicos criticam o método, por não se saber se os efeitos do tratamento são duradouros.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Cientistas descobrem nova forma de induzir produção de células-tronco
Os pesquisadores explicaram, em artigo publicado nesta quinta-feira (8) pela revista americana "Cell Stem Cell", como esta descoberta poderia contribuir, no futuro, nos processos de recuperação de ataques cardíacos e fraturas em ossos.
A medula óssea libera diferentes tipos de células-tronco quando uma pessoa sofre com alguma doença ou ferimento. E os cientistas ingleses conseguiram, pela primeira vez, induzir com substâncias químicas o aumento destes tipos de célula.
Uma das células produzidas no laboratório tem o poder de se transformar em ossos ou cartilagens, e suprimir a ação do sistema imunológico. Já a outra variedade consegue formar vasos sanguíneos e pode reparar danos no coração.
Os cientistas conseguiram aumentar a produção destas células-tronco adultas "enganando", com um coquetel de remédios, um grupo de ratos de laboratório.
Os animais que receberam as substâncias liberaram cem vezes mais células-tronco na corrente sanguínea.
A partir de agora, os cientistas devem verificar se uma maior concentração de células reparadoras no sangue se traduz em um aumento de velocidade e capacidade de reparação dos tecidos.
Caso os resultados sejam alcançados, seria possível desenvolver tratamentos para problemas cardíacos e fraturas ósseas, além de combate a doenças nas quais o corpo é atacado por seu próprio sistema imunológico, com ao artrite reumatoide.
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