quarta-feira, 4 de março de 2009
Brasil testará vacina contra câncer de ovário
O Brasil começará a testar em humanos uma vacina contra o câncer de ovário em seis meses, segundo o governo federal. O medicamento será usado para evitar que o tumor reapareça após a cirurgia.
O projeto, anunciado ontem no Instituto Butantan, em São Paulo, é um dos principais objetivos da Rede Brasileira de Pesquisa sobre o Câncer. O investimento público será de R$ 5 milhões por ano.
A vacina que será testada virá dos Estados Unidos, onde já é experimentada em pacientes com câncer de pulmão. A transferência da tecnologia será feita pelo Instituto Ludwig. "O tumor de ovário foi o escolhido no Brasil porque ele é frequente e agressivo", diz Anamaria Camargo, pesquisadora do Ludwig em São Paulo e uma das coordenadoras da rede de pesquisa federal.
A droga americana será testada no país em combinação com um outro produto, produzido pelo Butantan. O chamado adjuvante (que aumenta a eficiência da vacina) está aprovado nos testes de laboratório.
"Estamos prontos para começar os testes em humanos. Em relação à vacina, precisamos saber se ela funciona com a população brasileira", diz Paulo Lee Ho, diretor do Centro de Biotecnologia do Butantan.
Além dos testes clínicos e de análises epidemiológicas da doença, a rede federal de pesquisa do câncer vai investigar ainda a genética dos tumores.
"Os [primeiros] sequenciamentos de uma amostra normal e de outra com tumor de mama ficarão prontos até junho", afirma Ana Tereza Vasconcelos, do Laboratório Nacional de Computação Científica.
Com a união das duas linhas de estudo, a do laboratório e a dos testes clínicos, os cientistas esperam cercar com mais precisão os vários tumores.
Postagem realizada pelo grupo: Pré - Biologos
Cientistas encontram peixe transparente nas águas profundas da Califórnia
O exemplar foi capturado a 600 metros de profundidade. A espécie Macropinna microstoma foi identificada em 1993, mas os peixes sempre chegavam à superfície mortos, com a delicada e macia cabeça transparente danificada pelas redes de pesca.
Imagens feitas por robôs mostram que o peixe passa a maior parte do tempo parado, com os olhos voltados em direção à superfície. O peixe é especialista em "roubar" peixes capturados de medusas e caravelas (primos maiores das águas-vivas). Com seus olhos que giram em várias direções e as nadadeiras horizontais, ele consegue navegar entre os perigosos tentáculos.

Postagem realizada pelo grupo: Pré - Biologos
Café em excesso pode afetar fertilidade, diz estudo
Uma pesquisa de uma universidade da Holanda afirma que café em excesso pode reduzir as chances de gravidez em mulheres que já têm problemas de fertilidade. Os cientistas da Universidade Radboud, em Nijmegan, pesquisaram 9 mil mulheres que tinham recebido fertilização in vitro para ver se engravidavam naturalmente. Cerca de uma em cada sete conseguiu. Mas a pesquisa mostrou que as chances de concepção diminuíram em cerca de 26% entre as mulheres que bebem mais de quatro xícaras de café por dia. Os pesquisadores estudaram todas as mulheres que tinham recebido o tratamento de fertilização in vitro na Holanda entre os anos de 1985 e 1995. Eles descobriram que 16% das mulheres acabaram concebendo naturalmente e 45% dentro de seis meses do último tratamento. Especialistas afirmam que as descobertas se aplicam apenas a mulheres com baixa fertilidade, que querem maximizar suas chances de gravidez. Bea Linsten, que liderou a pesquisa, afirmou em uma conferência que as pacientes precisam ser aconselhadas sobre formas de aumentar as chances de uma gravidez natural. "Temos que lembrar nossas pacientes de que elas podem influenciar suas chances de uma gravidez espontânea depois do (tratamento de) fertilização in vitro com um estilo de vida saudável", afirmou ela na conferência da Sociedade Européia para Reprodução Humana e Embriologia, em Barcelona.
Postagem realizada pelo grupo: Pré - Biologos
9 de janeiro de 2009
Cientistas do Imperial College of Science, em Londres, desenvolveram uma técnica capaz de induzir o organismo a intensificar sua capacidade de autorregeneração dos tecidos. A descoberta, anunciada na edição desta sexta-feira da revista científica Cell Steam Cell, pode, futuramente, ser utilizada para reparar tecidos danificados por ataques cardíacos ou fraturas de ossos.
O corpo humano já possui um processo de regeneração por meio dos vários tipos de células-tronco liberadas pela medula óssea em caso de ferimentos ou lesões. O problema é que nem sempre o processo alcança 100% de sucesso. "O corpo se autorregenera com o tempo, mas, quando os danos são severos, há limites para o que ele consegue fazer sozinho", explicou à revista Sara Rankin, uma das autoras do estudo.
Os cientistas do Imperial College injetaram em ratos de laboratório a proteína VEGF, que está presente na medula óssea humana e participa do processo de crescimento. Como resultado, os pesquisadores notaram que a concentração de células-tronco na corrente sanguínea dos animais aumentou em mais de cem vezes.
"Ao liberar uma quantidade extra de células-tronco, como fizemos com os ratos, esperamos obter um número extra de quaisquer células de que o corpo necessite para estimular a capacidade de autorregeneração e acelerar o processo de reparação", disse Sara.
Os testes clínicos com humanos devem começar somente daqui a dez anos, mas os cientistas já esperam, também, que a descoberta ajude a atenuar doenças em que o sistema imunológico ataca erroneamente os próprios tecidos do organismo, como a artrite reumatoide.
Postado pelo grupo: Pré - Biologos
Pesquisadores criam porcos transgênicos em avanço para transplantes
Da BBC
Pesquisadores de uma universidade em Munique, no sul da Alemanha, conseguiram criar porcos geneticamente modificados cujas células provocam uma reação relativamente fraca do sistema imunológico, quando em contato com o organismo humano.
O experimento abre caminho para um possível transplante de órgãos de suínos em pessoas.
O novo tecido suíno geneticamente modificado apresenta proteção contra células que compõem o sistema imunológico humano.
Os pesquisadores trocaram um tipo de molécula na superfície das células de porco por um substituto de origem humana.
Passo importante
Os mecanismos naturais de defesa do organismo tornam impossível até agora o transplante de órgãos animais em humanos.
Normalmente, células de defesa destruiriam em poucos dias um órgão de porco implantado em uma pessoa, segundo Elisabeth Weiss, imunologista da Universidade Ludwig Maximilians, de Munique.
Ela é integrante da equipe que desenvolveu o projeto, cujos resultados foram publicados na edição de janeiro da publicação científica Transplantation.
Nas experiências com o novo tecido, foi verificada uma reação do sistema imunológico humano que pode ser tratada por meio de medicamentos.
Os órgãos suínos geneticamente modificados dessa forma ainda não são próprios para transplantes. Os cientistas ainda têm que vencer outras barreiras imunológicas do corpo humano.
Mas, de acordo com Weiss, a modificação que já foi feita nas células dos porcos constitui um passo importante para que um dia órgãos de porcos possam ser usados em humanos.
"Ainda é um caminho longo até que os órgãos possam ser aproveitados", reconheceu a pesquisadora. "Mas acho que, no caso de alguns órgãos, a idéia já não é mais um sonho de ficção científica."
Desde os anos 90 a ciência tenta tornar porcos doadores de órgãos apropriados para humanos, lembrou Elisabeth Weiss.
"Porcos comem de tudo, como a gente, e seus órgãos têm mais ou menos as mesmas dimensões que os nossos."
30/01/2009
Fracassa produção de células-tronco com embriões híbridos de humano e animal
Da Reuters
Pesquisadores que tentaram usar óvulos de camundongo, vaca e coelho para criar clones humanos afirmam que o esforço não foi suficiente para produzir embriões. Segundo Robert Lanza, pesquisador da empresa americana Advanced Cell Technology, os óvulos de animal não conseguem reprogramar de forma adequada o DNA humano.
Várias equipes já tentaram transformar híbridos de pessoas com animais numa fonte de células-tronco embrionárias, que funcionam como células-mestras do organismo, podendo se transformar em qualquer tipo de tecido. Como os óvulos humanos são escassos -- é preciso um procedimento cirúrgico para obtê-los de uma mulher, alguns cientistas tiveram a idéia de aproveitar óvulos de animais. A técnica de clonagem é conhecida como transferência nuclear de célula somática. O núcleo é retirado do óvulo e substituído pelo núcleo de outro tipo de célula, obtido do animal ou da pessoa que vai ser clonada. Se tudo der certo, o processo faz com que o óvulo comece a crescer e a se dividir, como se tivesse sido fertilizado por um espermatozóide, mas o embrião resultante carrega o DNA do doador, exceto por pequenas quantidades de material genético nas mitocôndrias, as usinas de energia das células, as quais permanecem no óvulo. No entanto, de acordo com Lanza, após centenas de experimentos, o processo não conseguiu levar os embriões híbridos à fase desejada, na qual é possível extrair células-tronco. Observando os genes dos clones "mistos", os pesquisadores descobriram que a fonte do problema é a reprogramação errada do DNA do doador, serviço que fica a cargo do óvulo. Eles esperam que seja possível vencer esse obstáculo usando óvulos também humanos -- é o que indicam alguns testes preliminares.
03/03/09
Postagem: 04 de março de 2009
Gordura atrai gordura
19/2/2009
Por Carlos Fioravanti
Revista Pesquisa FAPESP – Quem aprecia uma picanha malpassada e principalmente a camada branca de gordura que a envolve talvez se inquiete. Um tipo de gordura – os ácidos graxos saturados de cadeia longa, encontrados principalmente em carnes vermelhas – pode ser uma das causas da obesidade.
De acordo com experimentos realizados em camundongos, essas moléculas acionam uma inflamação no hipotálamo, na base do cérebro, que leva à destruição dos neurônios que controlam o apetite e a queima de calorias.
“Talvez tenhamos encontrado uma explicação para a dificuldade de as pessoas obesas controlarem a fome e perderem peso, mesmo que adotem dietas severas para emagrecer”, diz Lício Velloso, pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que coordenou esse estudo, publicado em janeiro no Journal of Neuroscience.
Os estudos anteriores da equipe de Velloso e de outros grupos já haviam mostrado que a obesidade era uma doença que começava no cérebro ou nos músculos, induzida por dietas com excesso de açúcares ou de gorduras. Esse excesso gerava resistência ao hormônio insulina, que carrega a glicose para as células, onde é transformada em energia, e induz ao consumo contínuo de alimentos.
Testes com animais já haviam mostrado que dietas ricas em gordura em geral danificavam o hipotálamo mais intensamente que as ricas em açúcares. Para ver qual tipo de gordura era mais danoso, os pesquisadores da Unicamp injetaram diferentes tipos de ácidos graxos de origem animal ou vegetal no hipotálamo de camundongos.
Os encontrados no óleo de soja mostraram um efeito tênue sobre o cérebro, enquanto os encontrados em gorduras animais e em proporção menor no óleo de amendoim apresentaram ação mais danosa.
As moléculas de ácido graxo saturado se ligam a proteínas de superfície chamadas TLR-2 e TLR-4
Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materia/10132/noticias/gordura-atrai-gordura.htm
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